terça-feira, 26 de outubro de 2010

quantas vezes...


Quantas vezes nós pensamos em desistir,
deixar de lado o ideal e os sonhos;

Quantas vezes batemos em retirada,
com o coração amargurado pela injustiça...

Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade,
sem ter com quem dividir;


Quantas vezes sentimos solidão,
mesmo cercado de pessoas...

Quantas vezes falamos, sem sermos notados;
Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;

Quantas vezes voltamos para casa
com a sensação de derrota...


Quantas vezes aquela lágrima, teima em cair,
justamente na hora em que
precisamos ser fortes...


Quantas vezes pedimos a Deus
um pouco de força, um pouco de luz...


E a resposta vem, seja lá como for,
um sorriso, um olhar cúmplice,
um cartãozinho, um bilhete,
um gesto de amor...


E a gente insiste...
Insiste em prosseguir,
em acreditar,
em transformar,
em dividir,
em estar,
em ser;

E Deus insiste...
Insiste em nos abençoar,
em nos mostrar o caminho..
Aquele mais difícil,
mais complicado, mais bonito...


E a gente insiste em seguir,
Por que tem uma missão...
SER FELIZ!!


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma fada...





Hoje amanheci tão bem! Como se durante a noite tivesse vindo uma fada, uma dessas
fadas das histórias antigas, fadinha boa com sua varinha de condão, não sofra mais querida, disse tocando com a varinha a minha cabeça, não sofra mais, ficou repetindo, e nessa hora acordei e me senti diferente.

  
Lygia Fagundes Telles

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ela quer ser feliz...

Sophie, quer viver, quer ser feliz.
Ela tomou coragem de procurar seu caminho para a felicidade.
Seu lugar ao sol. E ela vai encontrar.
Ela cansou da solidão.
Ela cansou da tristeza.
Ela cansou das más companhias.
Ela cansou de se esforçar e se doar pelo que não vale a pena.
Ela cansou de se chatear.
Sophie precisa entender que tudo o que ela precisa está dentro dela.
Mas ela gosta e nutre um vício pelo amor.
Ela não quer qualquer coisa.
Ela quer o que é bom, ora essa!
O que importa é o que ela olha no espelho e sabe que vê.
Este, é apenas mais um novo começo na sua vida.




P.S.: Sophie esta mais feliz ainda porque ganhou uma querida madrinha!!

=)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sophie!

Hoje nasceu Sophie!!
Ela é uma menina, que ás vezes se esquece que é mulher.
Ela sabe muito bem o que quer. Ela sorri bonito e deixa os outros querendo descobrir seu segredo... mas isso nem Sophie ainda sabe!!
É divertida, simpática, amorosa, alegre e romântica. É nervosinha e um pouco brava. É muito tímida, mas as vezes fala tanto que sente até falta de ar.
Apaixona-se muito fácil, já sofreu muito por amor, mas também já viveu de amor.
Sophie gosta de se apaixonar, de sentir frio na barriga e de ter aquela sensação de borboletas no estômago.

Se entrega e cai de cabeça. Segue o coração, sempre!
Sophie tem aprendido a se amar, se valorizar e a principalmente gostar de sua própria companhia.
Ela gosta de beijos e abraços, sorrisos e olhares
Ela não é de muitos amigos, mas os que tem guarda as sete chaves.
Sophie tem muitos medos, é bem insegura, a ansiedade tenta dominá-la, mas ela tem se esforçado pra derrotar essa inimiga.
As vezes acho que ela é hiperativa, é do tipo que nunca para, lê dois livros ao mesmo tempo, entra em milhares de sites em um segundo... ahhh a  internet é uma de suas paixões e também um de seus pontos fracos, afinal muitas vezes ela esquece que existe um mundo real.
Sophie é muito sonhadora, viaja em seus pensamentos, as vezes acho que ela vive de sonhos, mas ela também tem os pés no chão, sabe quanto voltar pra realidade.
Ama poesia, chocolate e dias de sol...
Ama amar, sorrir, chorar, se emocionar...
Ama verde, borboletas...
Ama beleza, leveza e simplicidade... 
Sophie...  vive com a cabeça na lua, com a música nos ouvidos e com o coração na boca!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quero tuuuuudo isso!!!

Quero tudo novo de novo.
Quero não sentir medo.
Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar.
Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia.
Aproveitar os amigos e abraçá-los mais.
Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais.
Quero um trabalho novo.
Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto.
Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz.
Quero dançar mais.
Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais.
Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais.
Pensar mais e pensar menos.
Andar mais de bicicleta.
Ir mais vezes ao parque.
Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem.
Quero me olhar mais.
Cortar mais os cabelos.
Tomar mais sol e mais banho de chuva.
Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais.
Quero conhecer mais pessoas.
Quero olhar para frente e só o necessário para trás.
Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa.
Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa.
Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão.
Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais.
Experimentar mais.
Quero menos “mas”.
Quero não sentir tanta saudade.
Quero mais e tudo o mais.
“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha".

Fernando Pessoa


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tô nocauteada, tô morrida!

Elisa Lucinda
No elevador do filho de Deus
 
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas

Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!

A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento

Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!

Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.





Achei esse texto no blog da Silvia "Entre Aspas", e simplesmente me identifiquei... como a Silva mesmo sempre diz "Tãooooooooooooo Eu".
Mas realmente esse é um texto que tem tudo a ver com o momento que estou vivendo ou vivi... as vz acho q já passou, mas de repente vem uma avalanche de sentimentos e muda tudo aqui dentro!!

=)

Ainda te amooo!

Não tem jeito eu ainda te amo! Tremi muito ao te encontrar, tudo voltou a tona, o primeiro encontro, o primeiro beijo, o primeiro toque, a primeira vez.
Meu coração descompassou. Não sabia o que lhe falava, o que lhe respondia....
Mas consegui lhe falar, tudo que estava sentindo. Consegui lhe pedir perdão, e também graças a Deus liberar  perdão que vc me pediu!!
Pude falar dos meus sentimentos, e ouvir você dizer que sente muito a minha falta!! Foi mágico estar ali abraçadinha com vc e ouvir a sua voz bem baixinha me dizendo “Eu te amo e vc é mulher da minha vida”.



Mas vc foi embora novamente, desta vez com a promessa de que voltaria, mas a minha razão não me deixa acreditar...
E mais uma vez meu coração esta aqui dolorido, pq realmente vc não voltou.
Ou será a minha ansiedade que não sabe esperar, pelo seu momento, ou será que o meu “Eu não sei se ainda quero”, que te assustou...
Será que o que me resta é esperar?!?!

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